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Sobre mim? Nasci em Antônio Prado, uma pequena cidade serrana no Rio Grande do Sul. Sou professora de Arte e História da Arte para alunos do Ensino Fundamental Séries Finais e Ensino Médio, e de iniciação musical (piano) para diferentes … Continuar lendo

Histórias Fantásticas (2)

O Olho de Abadiy

“Contam os mais antigos que no coração da Montanha Azulada, no centro da Ilha de Dunya, existe um dragão. Seu nome é Abadiy.  Ele guarda a Eternidade. Controla o tempo e o que nele transcorre. Ele possui o poder de despertar o Fim. Por isso, dorme com um dos olhos abertos.

 O olho, de azul turquesa cintilante, é multifacetado e é a segurança da Vida. Cada pedaço cristalino da orbe é a alma de alguém e, cada uma delas é única e possui um único nome. O conjunto, compõe o Infinito e é protegido pela criatura.

Quando o olho de Abadiy fechar, tudo o que possuir uma alma, toda a criatura, todo o ser vivo, fará parte dele e dormirá para sempre.”

— Existe um mapa para se chegar até essa ilha, vovô?

— Muitos procuraram, mas em vão.

— Abadiy possui a minha alma?

— A sua, a minha, a de todos.

— Quando eu crescer dominarei esse dragão.

O avô cobriu de peles o pequeno Nakhob, resmungou um ‘vá dormir’ e levou com ele o Fogo. Do lado de fora da tenda, as estrelas pontilhavam o céu e as luas se alinhavam no horizonte.

A flor de Tul’la

Circe conhecia o poder das plantas e minerais de Althea. Guardava o conhecimento de Ganan em um livro, de páginas amareladas, dentro de um baú, escondido em seus aposentos. Mantinha-o longe das vistas de todos, especialmente do soberano que a acolhera na juventude por amor à sua mãe, Shadall. O livro continha receitas cuja leitura apenas podia ser feita à luz da luz minguante, uma vez por mês, e apenas ela decifrava as inscrições, conhecimento adquirido em tenra idade. Os chás e temperos de Circe complementavam apenas os pratos servidos ao soberano. Enquanto ele renovava-se e mantinha-se com saúde plena e corpo vigoroso, a corte envelhecia em tempo real, dando lugar a sucessores ambiciosos. Circe amava Ronnin, seu rei e protetor, por isso, os inimigos do rei tinham vida curta.

O veneno preparado por Circe vinha de Tul’la, uma flor branca, emergida dos lagos ao sul do castelo, perto do mar. Para ter o efeito desejado, era preciso colhê-la entre o pôr-do-sol e a lua cheia e recitar o verso do livro.

Tul’la blóm,
Milli sólar og tungls,
Milli dauða og lífs.
Snúðu nóttinni,
Snúðu deginum,
Látum réttlætið ná fram að ganga.

Nota:
Flor de Tul’la,
Entre o sol e a lua,
Entre a morte e a vida.
Vire a noite,
Vire o dia,
Que a justiça seja feita.

Créditos das imagens: Evelyn Postali

O Gato Azul – Miniconto

O Gato Azul – Miniconto

Ori nasceu em família de muitos irmãos e irmãs, em um terreno baldio no centro de uma grande cidade. Moradores de rua e miseráveis que eram, viviam do que encontravam em terrenos vazios ou fundos de restaurantes e da misericórdia … Continuar lendo

Divulgação

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Faço parte do coletivo literário As Contistas. Nesse sábado, na Revista Ser Mulher Arte na coluna “Divina Leitura”, de Divanize Carbonieri, um texto lindo! sobre o livro Toda-Mulher-Vaga-Lume. “Toda-Mulher-Vaga-Lume reúne poemas, micronarrativas e desenhos produzidos pelas autoras que integram o … Continuar lendo

Coração Solitário – Miniconto

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Almira – Miniconto

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Quando Almira adoeceu, pareceu um dia sem fim, apesar do cheiro de primavera. No último suspiro dado por ela, as nuvens despencaram do céu no final da tarde. Depois, a cor púrpura tomou o horizonte e foi se misturando com … Continuar lendo

Flores para Quitéria – Miniconto

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Flores para Quitéria Todas as manhãs de quinta-feira, Horácio saía do escritório de contabilidade, cruzava a praça e seguia até à loja de Dorival, dono de uma pequena floricultura na subida da rua adjacente à avenida principal. Encomendava sempre as … Continuar lendo

Divulgação

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Na Coluna Asas do Blog da Caligo Editora, texto meu, sobre antologias de contos e poemas. (…) As melhores experiências com antologias que tive foram com a antologia Estranha Bahia, da EX! Editora, e com Mulheres em Verbo, da Caligo. Transparência, visibilidade e grande … Continuar lendo

A Observadora – Miniconto

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SLX14 está na Companhia desde sua fundação, três séculos atrás, quando a empresa se instalou na Torre Central, em um ano decisivo para os sobreviventes. Na época, foi selecionada pela eficiência de sua configuração androide. Dentre a centena de iguais, … Continuar lendo