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Sobre mim? Nasci em Antônio Prado, uma pequena cidade serrana no Rio Grande do Sul. Sou professora de Arte e História da Arte para alunos do Ensino Fundamental Séries Finais e Ensino Médio, e de iniciação musical (piano) para diferentes … Continuar lendo

O Olho de Abadiy

Manipulação digital a partir de uma fotografia. Créditos: Evelyn Postali.

“Contam os mais antigos que no coração da Montanha Azulada, no centro da Ilha de Dunya, existe um dragão. Seu nome é Abadiy.  Ele guarda a Eternidade. Controla o tempo e o que nele transcorre. Ele possui o poder de despertar o Fim. Por isso, dorme com um dos olhos abertos.

O olho, de azul turquesa cintilante, é multifacetado e é a segurança da Vida. Cada pedaço cristalino da orbe é a alma de alguém e, cada uma delas é única e possui um único nome. O conjunto, compõe o Infinito e é protegido pela criatura.

Quando o olho de Abadiy fechar, tudo o que possuir uma alma, toda a criatura, todo o ser vivo, fará parte dele e dormirá para sempre.”

— Existe um mapa para se chegar até essa ilha, vovô?

— Muitos procuraram, mas em vão.

— Abadiy possui a minha alma?

— A sua, a minha, a de todos.

— Quando eu crescer dominarei esse dragão.

O avô cobriu de peles o pequeno Nakhob, resmungou um ‘vá dormir’ e levou com ele o Fogo. Do lado de fora da tenda, as estrelas pontilhavam o céu e as luas se alinhavam no horizonte.

E-books gratuitos!

Na aba NOSSOS LIVROS, no blog dAs Contistas, você encontra três e-books gratuitos para ler. Em cada um deles, você vai encontrar um conjunto de micronarrativas com palavras-chaves escritos entre fevereiro e abril desse ano.

Para acessar o e-book clique AQUI.

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Além das micronarrativas, você encontra outros livros em formato digital e a relação dos livros de cada contista. Não perde essa oportunidade. Leia, compartilhe, divulgue. É Literatura. É Literatura feita por mulheres. E viva a leitura!

Histórias fantásticas (I)

I

Yris é uma pérola cristalina cercada de nada por anos-luz na imensidão do Universo conhecido. Situada fora de qualquer galáxia, é um universo dentro do Universo girando sobre si mesma. Assim como não se sabe a origem do Universo, não se sabe a origem de Yris. Alguns dizem que ela é o início de tudo e o fim.

Para se chegar até a esfera central, o Coração de Yris, deve-se escolher um dos doze Caminhos. Cada um com as mesmas características e com a mesma visão de seu centro. Do lado de fora, é possível ver as doze entradas cujas portas são elos cobertos por uma cortina multicolorida e translúcida. Os registros de quem chegou até uma das aberturas, sem adentrar, são vagos.

A Capitã Leyna está ciente que o caminho de qualquer viajante para Yris deve ser trilhado com cautela, mesmo em um transporte espacial igual àquele.

Ao cruzar os primeiros portais, o Cristal de Yris já é visível. A aura azulada espalha a luz pela imensidão. É um caminho luminoso em um túnel gasoso de linhas mescladas por cianos e lilases. Isso, no entanto, não significa segurança. A intensidade do brilho das Cadentes é determinante na indicação de colisão. As Cadentes transpõem a barreira aeriforme ao menor descuido. É preciso estar atenta à intensidade de brilho.

As vias gasosas se bifurcam e se cruzam e, no encontro, há turbulência perigosa. Desestabilizam os mecanismos de direção e travam a velocidade da nave dificultando o percurso. Um piloto experiente sabe manobrar e contornar as esteiras, sempre para o lado oposto da via que estiver sobreposta.

Vencer o caminho gasoso e turbulento ou as Cadentes, não significa chegar até Yris. Ao cruzar o quinto portal, aparecem os pontos luminosos. Não são estrelas. São os Guardiões, que cercam a esfera como um cinturão. São eles, através de sua percepção, aqueles que determinam a passagem definitiva ou não do viajante. É preciso ser aceita por eles.

O cinturão preso em seu corpo reluzia ao menor sinal de invasão ou perigo. Fora lhe dado por uma das grandes feiticeiras das Terras Escuras, além das Montanhas de Ébano, depois das florestas, cujas árvores frondosas e retorcidas criavam um barreira de espinheiros sombrios e venenosos.

Guerreiro algum que atreveu-se a impor sua espada contra aquele território voltou para contar a façanha e o reino de Mira mergulhava em sobras eternas. Escravos das vontades do autoproclamado imperador, o povo faminto e medroso trabalhava nas minas, nas forjas e na agricultura, enriquecendo o soberano e munindo suas hostes de armas. Os mais jovens seguiam para o exército depois da alma aprisionada, poder conferido ao tirano pelas mesmas forças sombrias que lhe presentearam o cinturão.

Os anciãos, sabedores das profecias mais antigas, aguardavam a alma corajosa capaz de destruir a joia que fortalecia o tirano e libertar o reino de seu poder maléfico. Na noite do solstício de inverno, quando a Lua azulou os campos nevados, a joia reluziu.

Mini-books fantásticos

Mini-books fantásticos

Rubens Angelo, além de fã da ficção científica em língua portuguesa, é também designer e resolveu criar um pequeno projeto pessoal para resgatar e divulgar autores de Sci-fi para uma nova geração de leitores. A ideia dele é “usar contos curtos formatando-os em min-books com um projeto gráfico moderno e atraente, para que os novos fãs de literatura fantástica se interessem pelos precursores desse gênero. Esse é um projeto sem fins lucrativos e focado na leitura em smartphone (ou como dizem em Portugal, para telemóveis). Os mini-books são feitos para circular livremente, de forma gratuita.”

Então, se você é fã de ficção-científica feito eu, não perca essa oportunidade de leitura!

Clique AQUI!

Das reflexões…

“Tudo que se passa no onde vivemos é em nós que se passa. Tudo que cessa no que vemos é em nós que cessa.”

Fernando Pessoa

Penso em mim, enquanto ser humano, enquanto mulher que escreve e desenha, como uma casa entulhada de coisas e silêncios, rostos, objetos, nomes, lugares, vazios enormes, luzes e escuridão, um amontoado de eventos, marcados nas paredes que se entrepõe entre um tempo e outro, entre o passado e o presente, formando um labirinto tantas vezes indecifrável, mutável, atravessado de ideias.

(…)

Na Coluna Asas #56, no blog da Editora Caligo, você lê meu artigo na íntegra. Vai, lá! Clica AQUI.

Delírio – Evelyn Postali

“Que pode uma criatura senão

Entre criaturas amar”

Amar o ser deitado ao lado

E, no silêncio da madrugada,

A rua inteira acordar?

Quer ler essa história?

Então, clica AQUI e divirta-se!

Concurso de Microcontos Rapidinhas – As Contistas

Concurso de Microcontos Rapidinhas – As Contistas

Concurso de Microcontos Rapidinhas – As Contistas As Contistas REGULAMENTO Participantes: É aberto a todos os interessados integrantes do coletivo As Contistas estão impedidas de participar. Micronarrativas: Escritas em língua portuguesa. O tema é livre. Todos os microcontos deverão conter … Continuar lendo

Regulamento Concurso Rapidinhas

Concurso de Microcontos Rapidinhas – As Contistas REGULAMENTO Participantes é aberto a todos os interessados integrantes do coletivo As Contistas …

Regulamento Concurso Rapidinhas

Vamos participar?

O Caminho para Yris

O Caminho para Yris

I Yris é uma pérola cristalina cercada de nada por anos-luz na imensidão do Universo conhecido. Situada fora de qualquer galáxia, é um universo dentro do Universo girando sobre si mesma. Assim como não se sabe a origem do Universo, … Continuar lendo

É uma guerra e estamos perdendo batalhas

COLUNA ASAS - MARÇO 2021 - É UMA GUERRA E ESTAMOS PERDENDO BATALHAS

“(…)

O que me desassossega, entristece e desacorçoa é o fato de o livro, como objeto físico ou digital, ter perdido a condição de necessidade básica nesse país, de não fazer parte da vida diária de uma parcela considerável da população brasileira, de não estar ao lado da cama, na mesa de cabeceira de muita gente. Livros, leitura, Literatura… Há um menosprezo (palavra forte, essa) por quem lê, pelo livro, por quem escreve, pela leitura, pelo conhecimento de forma generalizada. Há um desdém pela cultura também (tema para outro dia). O sujeito que lê tornou-se um “contraventor”, alguém que está na contramão da maioria, quase uma afronta para a atual “normalidade”; um cara chato, que fala palavras difíceis ou desconhecidas, que aponta erros gramaticais, cheio de associações de ideias. 

(…)”

Na Coluna Asas #47, no blog da Editora Caligo, você lê meu artigo na íntegra. Vai, lá! Clica AQUI

A Joia de Kaumã – Miniconto

A Joia de Kaumã – Miniconto

O cinturão preso em seu corpo reluzia ao menor sinal de invasão ou perigo. Fora lhe dado por uma das grandes feiticeiras das Terras Escuras, além das Montanhas de Ébano, depois das florestas, cujas árvores frondosas e retorcidas criavam um … Continuar lendo

Tecendo Memórias – Contos e Cantos – Evelyn Postali

Publicado originalmente em As Contistas:
“Da mesma maneira que o bordado muitas vezes sobrevive ao pano que estampa, memórias ultrapassam vidas quando compartilhadas com as gerações mais novas.” Andrei Andrade, Jornalista, Pioneiro Cultura e Tendências TECENDO MEMÓRIAS – Contos e…

Meus livros…

Já faz um tempo queria fazer uma publicação com meus livros, falando sobre dados técnicos – edição, diagramação, ilustração… Assim, também poderia mostrar minha trajetória na escrita individual.

Nessa publicação, apresento os livros que escrevi, disponíveis em formato físico e digital.

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