Autorretrato…

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De duas coisas tenho certeza: não sou resumida e não sei me definir. Do resto, não sei se sei. Não sou resumida porque não encontro as palavras certas que digam pouco com pouco. Não consigo me definir porque talvez meu resumo fosse o silêncio que carrego por dentro, ou aquele que emerge toda a vez que penso duas vezes antes de falar.

Meus medos são velhos. Velhos conhecidos rabugentos do meu passado e presente, e insistem em retomar seu curso em minha direção. Não sei se luto contra ou se me junto a eles. Meus sonhos são sempre novos, em compensação. Mirabolantes, surrealistas, despojados e intrigantes. Surpreendem-me e me arrebatam; amedrontam-me também. Renovam-se a cada nova estação.

Meus amores são eternos. Meus inimigos, eu esqueço.

Escrevo porque gosto. Escrevo o que gosto. Escrevo quando posso. E nem sempre quero. Nem tudo o que eu escrevo é para todos. Alguns dizem que não sou normal. Mas o princípio da loucura é esse, não é? “Quero o que não se pode explicar aos normais…” é uma verdade da minha lista.

Gosto de me reescrever. Não tenho medo de reconhecer que errei. Nem de pedir desculpas. Mas tenho pavor de ser enganada quando o que está em jogo é o outro. A vingança é um prato que deve ser servido frio. Sobremesas geladas são deliciosas. Chocolate com morango, mousse de maracujá, sorvete de kiwi com mamão, cassata de bombons.

Música é quase tudo. Embala o meu corpo, meu pensamento, meus sentimentos. Mas o silêncio me faz bem. Há silêncios em mim que desconheço. Há silêncios que eu não ouço. Há músicas que nunca toquei. Tem outras que odeio sem qualquer remorso.

Meus amores são diferentes, todos eles, de todos os tempos, porque o amor é diferente sempre. Meu sentir não é igual para todos eles, nem para todos os momentos com eles. Tenho tempos diferentes. Altos e baixos que me detonam e me recompõem. Gosto de me apaixonar. É a respiração do amor. Do meu, pelo menos.

Não gosto de esperar, mas aprendi a me conter. Não ando além do limite, mas já ultrapassei muitas linhas.

Sexo é bom e necessário. Não sei se bateria na sua porta completamente nua. Mas paixão é algo que leva à loucura.

Meu signo é sagitário, com ascendente em Sagitário. Não sei se isso é bom, mas é a informação que tenho.

Junto trevos de quatro folhas. Faço pedidos para estrelas cadentes. Quando criança, eu costumava identificar as constelações do céu e perceber formas nas nuvens era uma brincadeira. Tinha uma boneca de plástico azul chamada Luluzinha. Essa é uma recordação preciosa.

Cães são quase seres humanos. Margaridas são flores especiais. Mas na minha lista existem outros bichos e outras flores. Cavalos, gatos, aves e afins. Rosas, lírios, cactos e afins. Sou observadora de pássaros.

Liberdade e amor são bens insubstituíveis. Sem eles não há nem alma, nem asas.

Tenho inclinações para o Budismo. Sou espiritualizada. Todas as religiões conduzem a Deus. Se não conduzem a Deus, não me dizem nada. Se elas fomentam a segregação, não são religião. Se não têm o amor e o respeito como princípio, de nada valem para o espírito. Tenho respeito por quem não tem crenças, mas é digno.

Gosto de conhecer o que gosto.

Interessante é uma palavra difícil de explicar. Ela situa-se entre o bom e o ruim de forma duvidosa. Não procuro ser interessante. Nem quero, porque me dá medo. Interessante não define nada.

Já colecionei selos. Já troquei cartas de amor. Juntei palavras de adeus. Ganhei um falso brilhante. Milhares de promessas feitas, milhares de sentimentos desfeitos. Essa talvez seja eu.

Você é bem-vindo nos meus espaços se respeitar minhas ideias.

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