Poema

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Incêndios Visíveis (Evelyn Postali)

Não temos todo o tempo do mundo.
Nossa vida, desamparada e capenga,
Afunda nas incertezas permitidas.
É tarde para atiçar o fogo, o vermelho é líquido.
É tarde, também, para nos afogarmos.
E no olhar fundo, de olhos revirados,
Contorcem-se, sufocantes, os sonhos,
Como cânceres abertos expurgados.
Não temos todo o tempo do mundo.
Nos esforçamos para não perceber,
Porque o mundo morre na ignorância.
Bem sabemos e pouco importa.
É tarde quando o sol se põe
E ele se põe todos os dias.
As assombrações vêm nos carregar
Mesmo quando adormecidos.
E nós hesitamos.
Somos coxos, cegos, surdos.
Nossa mudez são incêndios visíveis.
Onde foi mesmo que deixamos nossas bocas?

 

Visible Fires

We haven’t all the time in the world.
Our life, helpless and captive,
Sinks in the allowed uncertainties.
It’s late to stir the fire, the red is liquid.
It’s also late to drown.
And in the deep, rolling-eyed look,
The dreams squirm, stifling,
As open cancers, expurgated.
We haven’t all the time in the world.
We strive not to notice,
Because the world dies in ignorance.
We well know and it matters little.
It’s late when the sun goes down
And it gets up every day.
Hauntings come to carry us
Even when asleep.
And we hesitate.
We are lame, blind, deaf.
Our mute are visible fires.
Where did we even leave our mouths?

 

Incendios Visibles

No tenemos todo el tiempo en el mundo.
Nuestra vida, indefensa y cautiva,
Se hunde en las incertidumbres permitidas.
Es tarde para agitar el fuego, el rojo es líquido.
También es tarde para ahogarse.
Y en la mirada profunda, de ojos rojos,
Los sueños se retuercen, sofocantes,
Como cánceres abiertos, expurgados.
No tenemos todo el tiempo en el mundo.
Nos esforzamos por no notar,
Porque el mundo muere en ignorancia.
Bien sabemos y poco importa.
Es tarde cuando se pone el sol
Y él se levanta todos los días.
Assombraciones vienen a llevarnos
Incluso cuando dormimos
Y vacilamos.
Somos cojos, ciegos, sordos.
Nuestro silencio son incendios visibles.
¿De dónde salimos de nuestras bocas?

 

Incendi Visibili

Abbiamo tutto il tempo del mondo.
La nostra vita è impotente e zoppo,
Lei affonda l’incertezza consentito.
È tardi per alimentare il fuoco, il rosso è liquido.
È tardi anche per noi annegare.
E il rotolamento e occhi profondi
Sogni contorcono soffocati
Come tumori aperte eliminati.
Abbiamo tutto il tempo del mondo.
Ci sforziamo di non rendersi conto,
Perché il mondo muoiono nell’ignoranza.
Sappiamo molto bene e poco conta.
È tardi, quando il sole va giù
E il sole tramonta ogni giorno.
I fantasmi sono disponibili in carica
Anche quando dormiamo.
E esitiamo.
Noi siamo zoppi, ciechi, sordi.
Il nostro silenzio sono il fuoco visibile.
Dove abbiamo lasciato le nostre bocche?

 

Para mais poemas AQUI.

Nota: As traduções são minhas. Correções, por gentileza, nos comentários. Obrigada! Translations made by me. Corrections, please, in the comments. Thank you! Traducciones hechas por mí. Correcciones, por favor, en los comentarios. ¡Gracias! Le traduzioni sono mie. Le correzioni, per favore, nei commenti. Grazie!

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