Ausência

Ausência. Conto meu, no blog As Contistas.

As Contistas

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Adelina acordou com o grito da filha. Respirou fundo. Sentou-se na cama puxou a caixa de lenços que estava depositada no criado mudo. Olhou para si mesmo e olhou para o que tinha ao redor. Seu marido estava dormindo.

— Arnaldo…

Cutucou o marido que roncava.

— Pelo amor dos céus, homem, acorda…

Ele resmungou e puxou o ar.

— Arnaldo! Acorda!

Depois, ele remexeu-se debaixo dos lençóis e virou-se. Depois de mais uma chacoalhada, abriu parcialmente o olho esquerdo.

— Vai dormir, Lina.

Voltou-se para o mesmo lado.

— Débora gritou. Está tendo um pesadelo.

— Tá sonhando de novo?

— Arnaldo…

— Já disse que é para dormir, pombas! Não fica me cutucando que amanhã eu levanto cedo.

Puxou as cobertas fazendo sua cabeça desaparecer debaixo delas

— Eu não estou sonhando, Arnaldo. Ela gritou. Eu ouvi.

— Por que não prepara um chá?

Arrancou-se dos cobertores e sentou-se na…

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