Garganta

Engulo o vômito da ira.
Não posso dilacerar o que me fere.
Da minha garganta sai um vazio forçado
De vozes que se calam frente aos desatinos.
O agora me enerva, embrulha os olhos,
Cega a alma e crava na pele o dissabor.
Tanta insanidade!
Tanta insensatez!
Onde foram parar as linhas de limite?
Onde foi parar o meu amor?
Absorvo, rumino.
Engulo.
Engasgo.

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