Abençoado Natal!

Que o Natal seja Oração
de Paz e Bem,
Porque nossa Alma
precisa Nascer todos os dias
no Amor,
assim como o Menino na manjedoura,
e enxergar toda a Vida como Dádiva
confiada a nós pelo Universo.
Somos Pó de estrelas,
Sementes ao vento.
É preciso Germinar,
Florescer
e Frutificar como Seres Humanos
para cumprir nossa Missão
no Mundo.

Bom Natal a todos!

13 pensamentos sobre “Abençoado Natal!

  1. Olá, Evelyn. Aproveitando a oportunidade do post pra perguntar sobre seu livro “Ao Primeiro Sopro de Vento”. É um livro de contos. Mas é apresentado em formato de poesia? A apresentação no Clube dos Autores, mostra as páginas iniciais, da capa até uma poesia introdutória. Me interesse pela temática desse e pelo que pode vir do outro, pelo título “Trilhas de Silêncio”. Assim que possível, vou adquirir pra conhecer. Pelo que observo nas suas diferentes mídias, temos várias coisas em comum, incluindo, possivelmente, alguns temas, estilos, pensamentos e outras expressões.

    • Oi, Rodrigo. Ao Primeiro Sopro de Vento é um livro de contos. A apresentação é um poema. Trilhas de Silêncio pode adquirir comigo. A capa da Letras e Versos não tem os selos do Clube. Se quiser, é claro. Eu gosto muito de sua escrita. Acompanho há pouco, mas considero uma leitura indispensável. Sua linguagem é muito bem acabada e seu conteúdo muito bom.

      • Obrigado, Evelyn. Tenho dias bons e dias ruins. Tem dias em que consigo ser mais claro ou objetivo no que escrevo e tem dias que os textos parecem escapar pelas mãos de tanto parênteses abertos sem retornos. Os livros que e escrevi não foram publicados até o momento, então, enquanto aguardo pelo momento ideal, sigo alimentando o blog.

        • Eu acho válido escrever. Escrevo quase todos os dias. Faço parte do As Contistas, e gosto dessa dinâmica. Os contos que não estão lá, estão no blog pessoas, esse pelo qual faço minhas leituras.

          • Sim, é importante escrever com constância, mesmo quando não está no ideal ou quando não vai publicar. A mente precisa se manter exercitada. Pra quem disputa espaço com outros idiomas, é mais importante ainda, porque pode acabar esquecendo palavras e regras de pouco uso, em detrimento da urgência de aprender outro idioma e outras informações. Quanto mais idiomas eu estudo, mais eu reforço o Português, senão eu fico em risco de Comunicação e em risco como escritor. Ler todo dia também é vital. Mas a gente sempre é crítico com a Literatura, própria e alheia, porque a gente quer produzir e encontrar conteúdos cada vez melhores. Às vezes me pego reescrevendo o mesmo texto depois de uns meses. Com poesias eu sou mais exigente, então só publiquei umas três aqui no blog, que não são boas. Em geral mantenho elas em manuscrito, pra ir lapidando elas com o tempo, até ter algo pra montar um livro publicável. Gosto do desafio de montar versos decassílabos com rimas bem acertadas ao longo de toda linha. Isso demanda uma estrutura um tanto demorada: dicionário, anotações de grupo de sinônimos pra encontrar os que se encaixam em tamanho e rima para aquele espaço pretendido. Claro que nem toda poesia precisa ser assim, mas eu me divirto produzindo essas. Quando quero impor poesia num texto diferente, aí vou pras prosas, preferencialmente.

            Você tem diversos livros publicados já. Fico feliz pelo seu empenho. Sou mais ou menos assim diverso e ativo, mas optei por não publicar nada no Brasil, talvez por conta do meu histórico com os livros que produzi. Conto sobre isso no meu blog, inclusive, se não em engano, em um texto chamado “Como me tornei escritor” ou algo assim.

            • A escrita é a respiração da língua, não? A poesia é meio que a respiração da alma. De uma forma mais sensível, tanto ela quanto a prosa poética, nos dão uma dimensão diferente da sensibilidade, do que nos toca de verdade, mas em um molde mais sofisticado, até. Eu não me considero poetisa, mas alguém que escreve o momento com o coração. Lógico, depois, eu releio e ajusto, mas o primeiro momento é aquele único, aquilo que perpassa meu cotidiano, o impulso. Assim como os contos, eu escrevo a ideia central e depois, deixo de lado. Vou trabalhando longe do teclado, mentalmente. Volto e escrevo e deixo descansar. Banho-maria, mas funciona. Porque o distanciamento dá aquela folga para perceber a estrutura de forma mais lógica até.
              Escrita e desenho são duas coisas que faço regularmente para aplacar meus ânimos. É quase uma terapia. E imagens – desenho, pintura… – são histórias também, só que sem palavras. Você tem muito material bom. Tem muito texto impecável – ao menos, os que li desde que encontrei seu blog. São crônicas muito bem escritas e de conteúdo significativo. Tenho enorme prazer em ler seus escritos. E compartilho.

              • Com poesias, eu escrevo um rascunho da ideia toda, com as primeiras palavras que brotarem na cabeça e só depois é que faço a parte técnica de procurar palavras por seus sinônimos, métrica, rima, etc. Dessa forma eu garanto que mesmo que o resultado final seja mais sofisticado e técnico, o conteúdo da poesia não desviou da intenção, do sentimento, da necessidade de expressar algo interno.

                Frequentemente, antes da pandemia, eu ia pra bares com meu caderninho de anotações, pra anotar insights, observações, frases, ideias pra textos ou personagens, etc. Também foram oportunidades de desenvolver marcas, nomes, símbolos e layouts pra diversas coisas. Minha descrição biográfica explica um pouco dessa diversidade de atividades. Eu escrevo desde muito criança, mas tive que contornar a sociedade, porque não há espaço pra escritores na sociedade. Mesmo depois de quase 500 textos somente nesse blog e diversos livros escritos, ainda vejo o quão distante a sociedade está de tudo isso, porque as pessoas fazem uso da internet para coisas infinitamente menos úteis e parecem ter aversão e medo à literatura, ao conhecimento ou à tudo que não seja fácil e fútil. Há alguns dias, uma pessoa pediu que eu fizesse vídeos ao invés de texto, alegando que vídeos são mais fáceis de se digerir. Por aí você já vê o meu drama. rs Por esses e outros motivos, eu nunca publiquei meus livros no Brasil, pois não há leitor nem para os assuntos que as pessoas se interessam, que dirá para os meus livros de drama que são, talvez, abjetos para uma sociedade desacostumada com as coisas mais densas. Eu, definitivamente, não me contento com pouco e, por isso, estou feliz de dividir espaço com outros autores e leitores, em especial quando os vejo produzindo de maneira diversa. Feliz por sua arte, sua fotografia, sua literatura e e tudo o mais. Precisamos de pessoas assim, porque nenhum ser humano é dotado apenas de uma função ou necessidade. As pessoas que escrevem também vislumbram outras formas de expressar seu interior, suas ideias, suas demandas, etc. Eu não saberia viver sem ter tantas profissões e atividades. E ainda busco por mais.

                • Mas você deve publicar, sim. Meu artigo para a coluna Asas, da editora Caligo – editora pequena, mas funcional- vai falar sobre publicação independente no mês de janeiro. Revisei ontem, mas ainda precisa de alguns justes. Acho válido também traduzir seus escritos. Um amigo meu traduziu meu livro de contos de ficção especulativa para o inglês. A experiência foi válida.O meu primeiro romance, Trilhas de Silêncio, será traduzido pela minha sobrinha que voltou dos EUA. Temos feito parcerias na tradução e na arte gráfica. Ano que vem saem dois livros. Vamos seguindo nessa aventura de publicar no Brasil.

                  • Eu intenciono publicar por Portugal ou outro canto da Europa, de forma a aproveitar os originais em Português primeiramente e se, houver demanda, traduzir pra alguns outros idiomas. Há uma tendência enorme de que eu faça as publicações de forma independente, porque no Brasil, as editoras engolem todo o valor do livro pra si mesmas e, a menos que o autor seja um best seller, ele não vai viver da escrita. Eu tive a intenção de abrir minha própria editora, porém em um modelo completamente diferente do que é habitualmente praticado atualmente. Mas, com a minha saída do Brasil, esses planos não concretizados perderam espaço. Fora do Brasil há possibilidades mais concretas de escrever e de publicar. Com a possibilidade de se ter os e-books pela internet, some até a barreira territorial. Em princípio, pretendo converter todas minhas obras originais em Português em livros via Portugal com traduções posteriores pra Inglês e Alemão. O restante dos idiomas, dependerá de haver demanda mercadológica. Eu também não conheço tão bem o mercado de leitores em outros países pra saber se o tipo de livro que escrevo tem espaço e apreço por lá. Sei que no Brasil eu seria um fracasso de vendas, porque a minúscula parcela de brasileiros que lê livros, costuma ler um tipo muito específico. Qualquer coisa que destoa é tão pouco lido, que as próprias editoras já recusam, por verem que não tem potencial de venda.

                    Nesse sentido, a publicação independente ou por editoras pequenas, cumprem a função de materializar a obra em livro e disponibilizar um canal de vendas, mas, é claro, é uma maneira quase que simbólica, porque a quantidade impressa e o retorno disso é proporcionalmente pequeno. Editoras pequenas e autores independentesd não tem acesso à grandes livrarias. Aliás, diga-se de passagem, inúmeras livrarias fecharam nos últimos anos, por falta de público. Não só pela questão financeira, mas porque no Brasil, mais de 73% da população nada lê. A parcela que alega ler, pode esconder ainda uma porcentagem de mentirosos envergonhados com a condição e, portanto esse número pode ser, talvez, de 90% de não leitores. Agora, considerando o número de leitores, tem que se pensar no tipo de livro que estão lendo. Essas apessoas tem acesso financeiro à livros? Elas dependem de blogs gratuitos? Essas pessoas tem que nível de formação escolar, cultural e intelectual em geral? Essas pessoas se interessam por que assuntos e estilos literários? Acompanhando o que as pessoas preenchem em formulários na internet, é assustador ver que livros elas recomendam com orgulho. Não quero ditar o que as pessoas devem ou não ler, porque a liberdade é essencial, mas é preciso pensar no tipo de demanda que as pessoas tem, na hora de pensarmos quão longe vão os nossos livros. Esse foi um dos motivos de eu ter escolhido publicar fora do Brasil. Tendo a chance de espalhar mais facilmente pra diversos países da Europa, acredito que eu melhore as minhas chances de encontrar leitores interessados no que eu escrevo. Mas, eu nunca deixei de escrever por conta disso. Tendo ou não leitores, eu escrevo por necessidade pessoal. Mas, em segundo momento, por querer contribuir no campo das ideias, da reflexão social e da própria Cultura e Literatura, publicar livros acaba sendo um objetivo de quem gosta da área, afinal sem autores, não haveriam leitores e, antes de ser escritor, sou leitor.

                    • Eu acredito que o que eu escreva seja um nicho. Ficção especulativa quase não é considerada literatura em alguns prêmios. Não ficção ainda vende muito muito mais. Eu não tenho intenção de vender poemas escritos nas minhas horas de devaneios, porque o mercado de livros de pomas – e eu faço uma distinção entre poesia e poema – está abarrotado, assim como o de auto-ajuda. Então, romances com temática lgbtq+ como foi o meu primeiro, ou distopia, como foi o segundo, estão longe de atingirem muitos leitores. Publicar fora do Brasil é algo que nunca passou pela ideia, mesmo tendo a tradução do livro de contos para o inglês. Foi mais uma experiência.
                      O mercado brasileiro é complicado porque não temos o livro como necessidade básica. Culturalmente, não temos a Literatura como alicerce. A Argentina tem bem mais tradição de livros, leitores e livrarias do que nós, gigantes pela própria natureza, não? Então, vamos nos comprometendo conosco, com o escrever e escrever bem, para que um dia, quem sabe, termos visibilidade e um mercado de publicação mais justo, menos canibal.

                    • Sim, acho que seu tipo de literatura é bem nichado no Brasil, mas fora do Brasil é mais comum. Apesar de se fazer essa associação entre o público LGBTQI+ e livros nessa temática, esse público é, muitas vezes, o que menos tem acesso geral à literatura e, muitas vezes, quando tem, por incrível que pareça, ainda se censura de comprar, porque não quer fazer parecer que está comprando só por ser desse grupo. O que é muito doido, porque os livros seriam super importantes pras comunidades temáticas, justamente pra empoderá-las socialmente e intelectualmente. O Brasil, apesar de ter um território imenso e uma população que já foi de 210 milhões ou mais, nunca conseguiu fazer esse enorme público ser consumidor do mercado literário, porque esse é um ramo que é intencionalmente boicotado no Brasil. O modelo econômico do Brasil é baseado, principalmente em idiotizar as pessoas para poder, então, continuar e explorar elas em trabalhos indignos em todos os sentidos do termo. A partir disso, livros são inimigos do mercado econômico e, por isso mesmo, são os primeiros setores a falir em uma crise mais acentuada, pois crise em si, o Brasil sempre teve, ininterruptamente. Não sabemos o que é não ter crise, pois somos a crise. Assim como aconteceu no mercado da música com as gravadoras explorando músicos pra enriquecer às custas do trabalho deles, com as editoras grandes acontece a mesma coisa. Conheço incontáveis escritores que, literalmente, passam necessidade a ponto de não ter almoço todo dia e que são obrigados a olhar pro dono de uma editora desfilando na mansão com carro importado. Entende? Isso é o padrão. Eu sou muito mais favorável num trabalho independente, onde o autor seja responsável por ele mesmo e contrate outros autônomos pra desenvolver a capa, fazer a revisão ortográfica, diagramar, imprimir, vender, etc. Eu sou um defensor do trabalho autônomo, em especial o que se fortalece com o estudo, com o networking e o reconhecimento social. A tendência, infelizmente, é oposta: mega empresa trilionárias, fazendo um monopóliio de todos os setores que tocam. A Amazon, por exemplo, em poucos anos se tornou a principal vendedora de livros físicos e e-books, sendo que ela sequer tem um ramo específico. Ela vende qualquer coisa que existe no planeta. E fica difícil competir com quem pode, se quiser, comprar todos os livros de uma editora, só pra impedir que uma livraria ou outro site concorra com eles. As livrarias físicas se extinguiram, porque hoje em dia todo mundo compra pela internet. A Nikon, empresa que tinha presença em vários países, saiu primeiramente do Brasil, porque se tornou insustentável tentar vender algo que absolutamente ninguém compraria aqui, depois da crise política, as demissões em massa, o trabalho precarizado em serviço de entrega que abarcou metade da classe trabalhadora, etc. Ser fotógrafo, escritor, artista, música ou qualquer coisa envolvida com cultura e intelectualidade, é ir na contramão das condições mínimas. Não atoa, todo mundo que é dessas áreas tem, pelo menos, uma outra fonte de renda. Não conheço ninguém do Brasil que trabalhe exclusivamente com isso, a menos que já seja rico.

                      Embora seja importante que cada vez mais brasileiros leiam, não sei quem vai ser o herói que vai se sacrificar em enxugar esse gelo enorme. Digo isso, porque mesmo daqui 35 mil anos, o Brasil ainda será um país problemático e, talvez, até mais do que é hoje. Então, não sei se recomendaria a alguém ficar e lutar por isso nesses termos. Devemos lutar com outras ferramentas. Dá pra conscientizar pessoas de sua própria condição de explorado, mas não nem isso faz as muitas das pessoas se tornarem leitoras, porque esse processo de apreço à leitura tem raízes no início da vida. O estímulo à curiosidade, se não vem do próprio sujeito, é infinitamente difícil de ser produzido de fora pra dentro. O sujeito que tem curiosidade, mas convive numa realidade oposta na sua família, círculo de amigos, escola, trabalho, mídia e figuras políticas, associa que ler é coisa de outro mundo, só pra quem é demasiadamente problemático, viciado em estudar. As pessoas acham isso, porque, para elas mesmas, ler e estudar é algo cansativo, difícil, doloroso. Então, é claro que elas vão achar uma postura absurda alguém ter gosto de ler. Por isso zoam e se expressam de forma explicitamente oposta, mostrando que não sõ detestam o estudo e a cultura, como a combatem em toda e qualquer oportunidade. O Brasil é um dos países onde as pessoas preferem depredar escolas do que caçar políticos em praça pública, porque, para elas, escolas são símbolos daquilo que elas tiveram que lidar com muita dor e desprazer, físico e mental. Já os políticos, pra muitas delas, são, infelizmente, símbolo de “sucesso” na vida, com muito dinheiro, visibilidade na mídia, “prestígio” social, etc. Elas passam a admirar seus próprios opressores e odiar seus aliados. Síndrome de Estocolmo é o que mais reina no Brasil. Odeiam quem pensa e amam quem mantém elas ignorantes.

  2. Simplesmente maravilhoso minha querida amiga! Lindo lindo lindo! Evelyn… que seu Natal seja iluminado recheado de saúde, paz e amor juntamente com a família! Beijo no coração

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