O Caminho para Yris – Miniconto

I

Yris é uma pérola cristalina cercada de nada por anos-luz na imensidão do Universo conhecido. Situada fora de qualquer galáxia, é um universo dentro do Universo girando sobre si mesma. Assim como não se sabe a origem do Universo, não se sabe a origem de Yris. Alguns dizem que ela é o início de tudo e o fim.

Para se chegar até a esfera central, o Coração de Yris, deve-se escolher um dos doze Caminhos. Cada um com as mesmas características e com a mesma visão de seu centro. Do lado de fora, é possível ver as doze entradas cujas portas são elos cobertos por uma cortina multicolorida e translúcida. Os registros de quem chegou até uma das aberturas, sem adentrar, são vagos.

A Capitã Leyna está ciente que o caminho de qualquer viajante para Yris deve ser trilhado com cautela, mesmo em um transporte espacial igual àquele.

Ao cruzar os primeiros portais, o Cristal de Yris já é visível. A aura azulada espalha a luz pela imensidão. É um caminho luminoso em um túnel gasoso de linhas mescladas por cianos e lilases. Isso, no entanto, não significa segurança. A intensidade do brilho das Cadentes é determinante na indicação de colisão. As Cadentes transpõem a barreira aeriforme ao menor descuido. É preciso estar atenta à intensidade de brilho.

As vias gasosas se bifurcam e se cruzam e, no encontro, há turbulência perigosa. Desestabilizam os mecanismos de direção e travam a velocidade da nave dificultando o percurso. Um piloto experiente sabe manobrar e contornar as esteiras, sempre para o lado oposto da via que estiver sobreposta.

Vencer o caminho gasoso e turbulento ou as Cadentes, não significa chegar até Yris. Ao cruzar o quinto portal, aparecem os pontos luminosos. Não são estrelas. São os Guardiões, que cercam a esfera como um cinturão. São eles, através de sua percepção, aqueles que determinam a passagem definitiva ou não do viajante. É preciso ser aceita por eles.

The Way to Yris

I

Yris is a crystalline pearl surrounded by nothingness by light years in the immensity of the known Universe. Situated outside any galaxy, it is a universe within the universe turning on itself. Just as the origin of the Universe is unknown, so is the origin of Yris. Some say that it is the beginning of everything and the end.

To reach the central sphere, the Heart of Yris, the explorer must choose one of the twelve Paths, each with the same characteristics and with the same vision of its center. Outside, it’s possible to see the twelve entrances whose doors are links covered by a multicolored and translucent curtain. The records of who reached without entering one of the openings are vague.

Captain Leyna is aware that any traveller’s path to Yris must be tread carefully, even in space transport like that.

When crossing the first portals, the Crystal of Yris is already visible. The bluish aura spreads the light across the immensity. It’s a luminous path in a gaseous tunnel of lines mixed with cyans and lilacs. This, however, does not mean security. The intensity of the Cadentes’ brightness is decisive in the collision indication. Cadentes cross the air barrier at the slightest carelessness. The navigator must be aware of the brightness intensity.

The gas routes bifurcate and cross and, at the meeting, there is dangerous turbulence. They destabilize the steering mechanisms and halt the ship’s speed, making it difficult to navigate. An experienced driver knows how to maneuver and circumvent the tracks, always to the opposite side of the road that is overlapping.

Overcoming the gas and turbulent path or the Cadentes, does not mean reaching Yris. When crossing the fifth portal near Yris, the points of light appear. They are not stars. They are the Guardians, who surround the sphere like a powerfull belt. They are, through their perception, those who determine whether the traveler passes or not. It is necessary to be accepted by them.

(free translation by me)

Créditos da imagem: Evelyn Postali

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