O Holocausto é aqui

COLUNA ASAS - MAIO 2021 - O HOLOCAUSTO É AQUI 1  

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“É estarrecedor o quão próxima de nossa realidade está essa fotografia específica. Quando digo que o título não é apenas peculiar – leitores interessados –, mas ardiloso e perspicaz é porque tenho em mente o momento atual no qual estamos vivendo. Ela nos remete ao livro, sim, não só como objeto de desejo, ou arma contra a ignorância, paixão pelas nuances do mundo ou pelo desassossego da sensibilidade, mas a imagem, penso eu, nos induz a refletir como o livro chega até nós, leitores interessados, nesse Brasil atual, tão controverso e avesso ao que nos é caro: cultura, educação, leitura. A imagem nos lança para perto de questões que nos falam de como tê-los nas mãos alude sentimento irretocável de posse de um universo peculiar e multifacetado; de como os livros, por sua natureza rebelde, contraventora, subversiva, nos fazem mergulhar em reflexões perigosas aos todo-poderosos atemorizados da revolução advinda do conhecimento.”

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Texto meu para a Coluna Asas, da Caligo Editora. Para ler na íntegra, clica AQUI.

 

Créditos e links para as imagens:

Keen ReadersReaders choosing books which are still intact among the charred timbers of the  – Holland House library, London, 23rd October 1940. (Photo by Harrison/Fox Photos/Hulton Archive/Getty Images) https://www.gettyimages.com.br/detail/foto-jornal%C3%ADstica/readers-choosing-books-which-are-still-intact-among-foto-jornal%C3%ADstica/2672731

H. N. King (1896 photo), Edward Hands (2014 photo), Lobsterthermidor (compilation) – File:Holland House, 1896 by H. N. King, cropped and straightened.jpg and File:Holland Park 02.JPG

Das reflexões…

“Tudo que se passa no onde vivemos é em nós que se passa. Tudo que cessa no que vemos é em nós que cessa.”

Fernando Pessoa

Penso em mim, enquanto ser humano, enquanto mulher que escreve e desenha, como uma casa entulhada de coisas e silêncios, rostos, objetos, nomes, lugares, vazios enormes, luzes e escuridão, um amontoado de eventos, marcados nas paredes que se entrepõe entre um tempo e outro, entre o passado e o presente, formando um labirinto tantas vezes indecifrável, mutável, atravessado de ideias.

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Na Coluna Asas #56, no blog da Editora Caligo, você lê meu artigo na íntegra. Vai, lá! Clica AQUI.

É uma guerra e estamos perdendo batalhas

COLUNA ASAS - MARÇO 2021 - É UMA GUERRA E ESTAMOS PERDENDO BATALHAS

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O que me desassossega, entristece e desacorçoa é o fato de o livro, como objeto físico ou digital, ter perdido a condição de necessidade básica nesse país, de não fazer parte da vida diária de uma parcela considerável da população brasileira, de não estar ao lado da cama, na mesa de cabeceira de muita gente. Livros, leitura, Literatura… Há um menosprezo (palavra forte, essa) por quem lê, pelo livro, por quem escreve, pela leitura, pelo conhecimento de forma generalizada. Há um desdém pela cultura também (tema para outro dia). O sujeito que lê tornou-se um “contraventor”, alguém que está na contramão da maioria, quase uma afronta para a atual “normalidade”; um cara chato, que fala palavras difíceis ou desconhecidas, que aponta erros gramaticais, cheio de associações de ideias. 

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Na Coluna Asas #47, no blog da Editora Caligo, você lê meu artigo na íntegra. Vai, lá! Clica AQUI

Entre o sim e o não, o perigoso caminho do ego

COLUNA ASAS - FEVEREIRO 2021 ENTRE O SIM E O NÃO, O PERIGOSO CAMINHO DO EGO

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É natural e aceitável um autor escrever de forma a apresentar o lugar onde vive, deixar à mostra as expressões idiomáticas, retratando traços culturais de um grupo humano ou lugar. Isso, no meu entendimento, valoriza e enriquece a escrita. Eu, como leitora, gosto de conhecer os traços peculiares das falas de lugares onde nunca estive. E é inadmissível que, em um país enorme territorialmente, se valorize apenas narrativas de determinado lugar, ou se exclua do texto expressões próprias do lugar do autor. Avaliações valorativas ou depreciativas tendem a acontecer na crítica literária – sem querer levantar a treta e já levantando.

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Na Coluna Asas #33, no blog da Editora Caligo, você lê meu artigo na íntegra. Vai, lá! Clica AQUI.

Ser ou não ser autor independente: eis a questão!

COLUNA ASAS - JANEIRO 2021 SER OU NÃO SER AUTOR INDEPENDENTE

“Cá estou eu, lendo alguns artigos quando me deparo com a frase: Esperar editora é utópico. O sujeito, autor da frase, é nada menos que Ryoki Inoue, escritor japonês de mais de 1100 títulos, dono da empresa Ryoki Inoue Produções, que abriu mão das editoras e partiu para a publicação de seus próprios livros.


Quem, em sã consciência, sendo escritor/escritora, não quer ser contratado por uma editora? “Boa pergunta, Evelyn”, vocês dirão. Pois é. (…)”

Na Coluna Asas #28, no blog da Editora Caligo, você lê meu artigo na íntegra. Vai, lá! Clica AQUI.

Em um Brasil fantástico, pouca fantasia se escreve?

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Por que em um país recheado de mitos e lendas a literatura não dialoga com eles? Por que há um preconceito resistente para com o nosso folclore, para com os nossos seres fantásticos? Por que escritores buscam em terras nórdicas, americanas, europeias, asiáticas, os roteiros para sagas e longas narrativas de ação?

Na Coluna Asas #20, no blog da Editora Caligo, você lê meu artigo na íntegra. Vai, lá! Clica AQUI.