Toda-mulher-vaga-lume

Esse livro logo, logo vai estar na loja da Editora Urutau.

Tem cinco poemas meus e cinco ilustrações minhas. Além dos meus, vai encontrar poemas de Sandra Godinho Gonçalves, Paula Giannini, Sabrina Dalbelo, Elisa Ribeiro, Amana, Renata Rothstein, Juliana Calafange, Fernanda Caleffi Barbetta, Giselle Fiorini Bohn, Anorkinda Neide, Maria Santino e Claudia Roberta Angst.

Tenho muito orgulho de fazer parte dAs Contistas. Grupo maravilhoso!

“O livro TODA-MULHER-VAGA-LUME é uma coletânea de poemas do coletivo As Contistas selecionado na chamada @quemderaosangue do selo @editorahecatombe da @editoraurutau

É com imensa alegria que anunciamos que ele está pronto e, em breve, à disposição para compra, na editora ou com as Contistas.

Ele tem 15 ilustrações belíssimas para acompanhar os poemas. O livro dialoga com a força e a resistência da mulher. Ficou lindo, lindo!”

Link para AS CONTISTAS. Conheça nossos contos e livros!

Link para a URUTAU.

O Coração de Sayuri – Miniconto

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A floresta da Solidão é uma floresta fechada, com árvores frondosas e poucas trilhas internas. Existem muitas cavernas desconhecidas cujos caminhos se bifurcam fazendo os exploradores se perderem em seu interior.

Haiato, homem maduro, já experiente pelas inúmeras viagens exploratórias, conhece as florestas de muitos lugares como a palma de sua mão. Desde adolescente, mapeia a geografia de lugares misteriosos, cujas histórias estão envoltas em fatos extraordinários ou incomuns. É sua especialidade e sua única paixão.

Está prestes a empreender uma jornada pela Solidão enumerando as aberturas em torno da montanha que a acolhe. Os moradores dos arredores relataram as tragédias e atribuem os desaparecimentos a uma jovem, Sayuri.

― É a dama da Solidão. Se a vir, não a siga. Apenas deixe-a onde a encontrar – advertiu o homem grisalho.

― É um fantasma?

― Ela carrega o coração da montanha. Não se apaixone.

Haiato é corajoso e prudente. Não acredita em sobrenatural e inicia sua jornada pela trilha mais visível. Vai desenhando seu próprio mapa, fazendo anotações sobre o papel do último registro geográfico feito, coisa de mais de dez anos. O mapa, já amarelado, contém meia dúzia de linhas. Ele espera completar os registros e apresentar o mapa ao contratante em menos de um ano, média de tempo já calculada.

Os primeiros dias foram tranquilos. Saia cedo do acampamento próximo à vila, trilhava até atingir determinada distância e retornava à noite. A medida em que adentrava a mata, sentia as horas acelerarem. Suas marcações diárias eram sempre as mesmas, mas a escuridão da noite engolia o dia cada vez mais rapidamente.

Decidiu pernoitar, montar acampamento no ponto de parada do dia e seguir pela manhã para ganhar tempo. E foi na segunda noite que tudo aconteceu.

Créditos da imagem: Evelyn Postali

Asas de Vidro – Poema

Créditos das Imagens: Evelyn Postali

A paisagem do meu coração se transforma

Em ondas de calor e grânulos de poeira.

A manhã transcende e o verão finda

O inverno é uma jornada em asas de vidro,

Em meias-noites de vigília,

Em poéticas de voos inconstantes.

De flor em flor, de folha em folha,

Como as Gretas oto à deriva,

Voo além das sombras e reflexos,

Além do cristal e do vazio.

Eu sonho com essa viagem,

Desenho essa viagem em asas transparentes,

Carregada por nuvens ligeiras

A sussurrar ao luar uma vida inteira.

E como na magia, os pequenos espelhos

Que ora você vê, ora não,

Refletem a mim mesma

Sem medo de quebrar

Ou voar para além,

Sem medo das rachaduras ou falhas,

De machucar as pétalas de qualquer flor.

E no fim da jornada, arranco as asas,

Egoísta que sou sem arrependimento,

Porque, quem as deseja não saberá usá-las, afinal,

E, morrer voando, valerá a pena.

A Flor de Tul’la – Miniconto

A flor de Tul’la

Circe conhecia o poder das plantas e minerais de Althea. Guardava o conhecimento de Ganan em um livro, de páginas amareladas, dentro de um baú, escondido em seus aposentos. Mantinha-o longe das vistas de todos, especialmente do soberano que a acolhera na juventude por amor à sua mãe, Shadall. O livro continha receitas cuja leitura apenas podia ser feita à luz da luz minguante, uma vez por mês, e apenas ela decifrava as inscrições, conhecimento adquirido em tenra idade. Os chás e temperos de Circe complementavam apenas os pratos servidos ao soberano. Enquanto ele renovava-se e mantinha-se com saúde plena e corpo vigoroso, a corte envelhecia em tempo real, dando lugar a sucessores ambiciosos. Circe amava Ronnin, seu rei e protetor, por isso, os inimigos do rei tinham vida curta.

O veneno preparado por Circe vinha de Tul’la, uma flor branca, emergida dos lagos ao sul do castelo, perto do mar. Para ter o efeito desejado, era preciso colhê-la entre o pôr-do-sol e a lua cheia e recitar o verso do livro.

Tul’la blóm,

Milli sólar og tungls,

Milli dauða og lífs.

Snúðu nóttinni,

Snúðu deginum,

Látum réttlætið ná fram að ganga.

Histórias fantásticas (I)

I

Yris é uma pérola cristalina cercada de nada por anos-luz na imensidão do Universo conhecido. Situada fora de qualquer galáxia, é um universo dentro do Universo girando sobre si mesma. Assim como não se sabe a origem do Universo, não se sabe a origem de Yris. Alguns dizem que ela é o início de tudo e o fim.

Para se chegar até a esfera central, o Coração de Yris, deve-se escolher um dos doze Caminhos. Cada um com as mesmas características e com a mesma visão de seu centro. Do lado de fora, é possível ver as doze entradas cujas portas são elos cobertos por uma cortina multicolorida e translúcida. Os registros de quem chegou até uma das aberturas, sem adentrar, são vagos.

A Capitã Leyna está ciente que o caminho de qualquer viajante para Yris deve ser trilhado com cautela, mesmo em um transporte espacial igual àquele.

Ao cruzar os primeiros portais, o Cristal de Yris já é visível. A aura azulada espalha a luz pela imensidão. É um caminho luminoso em um túnel gasoso de linhas mescladas por cianos e lilases. Isso, no entanto, não significa segurança. A intensidade do brilho das Cadentes é determinante na indicação de colisão. As Cadentes transpõem a barreira aeriforme ao menor descuido. É preciso estar atenta à intensidade de brilho.

As vias gasosas se bifurcam e se cruzam e, no encontro, há turbulência perigosa. Desestabilizam os mecanismos de direção e travam a velocidade da nave dificultando o percurso. Um piloto experiente sabe manobrar e contornar as esteiras, sempre para o lado oposto da via que estiver sobreposta.

Vencer o caminho gasoso e turbulento ou as Cadentes, não significa chegar até Yris. Ao cruzar o quinto portal, aparecem os pontos luminosos. Não são estrelas. São os Guardiões, que cercam a esfera como um cinturão. São eles, através de sua percepção, aqueles que determinam a passagem definitiva ou não do viajante. É preciso ser aceita por eles.

O cinturão preso em seu corpo reluzia ao menor sinal de invasão ou perigo. Fora lhe dado por uma das grandes feiticeiras das Terras Escuras, além das Montanhas de Ébano, depois das florestas, cujas árvores frondosas e retorcidas criavam um barreira de espinheiros sombrios e venenosos.

Guerreiro algum que atreveu-se a impor sua espada contra aquele território voltou para contar a façanha e o reino de Mira mergulhava em sobras eternas. Escravos das vontades do autoproclamado imperador, o povo faminto e medroso trabalhava nas minas, nas forjas e na agricultura, enriquecendo o soberano e munindo suas hostes de armas. Os mais jovens seguiam para o exército depois da alma aprisionada, poder conferido ao tirano pelas mesmas forças sombrias que lhe presentearam o cinturão.

Os anciãos, sabedores das profecias mais antigas, aguardavam a alma corajosa capaz de destruir a joia que fortalecia o tirano e libertar o reino de seu poder maléfico. Na noite do solstício de inverno, quando a Lua azulou os campos nevados, a joia reluziu.

Regulamento Concurso Rapidinhas

Concurso de Microcontos Rapidinhas – As Contistas REGULAMENTO Participantes é aberto a todos os interessados integrantes do coletivo As Contistas …

Regulamento Concurso Rapidinhas

Vamos participar?

O Caminho para Yris – Miniconto

O Caminho para Yris – Miniconto

I Yris é uma pérola cristalina cercada de nada por anos-luz na imensidão do Universo conhecido. Situada fora de qualquer galáxia, é um universo dentro do Universo girando sobre si mesma. Assim como não se sabe a origem do Universo, … Continuar lendo

É uma guerra e estamos perdendo batalhas

COLUNA ASAS - MARÇO 2021 - É UMA GUERRA E ESTAMOS PERDENDO BATALHAS

“(…)

O que me desassossega, entristece e desacorçoa é o fato de o livro, como objeto físico ou digital, ter perdido a condição de necessidade básica nesse país, de não fazer parte da vida diária de uma parcela considerável da população brasileira, de não estar ao lado da cama, na mesa de cabeceira de muita gente. Livros, leitura, Literatura… Há um menosprezo (palavra forte, essa) por quem lê, pelo livro, por quem escreve, pela leitura, pelo conhecimento de forma generalizada. Há um desdém pela cultura também (tema para outro dia). O sujeito que lê tornou-se um “contraventor”, alguém que está na contramão da maioria, quase uma afronta para a atual “normalidade”; um cara chato, que fala palavras difíceis ou desconhecidas, que aponta erros gramaticais, cheio de associações de ideias. 

(…)”

Na Coluna Asas #47, no blog da Editora Caligo, você lê meu artigo na íntegra. Vai, lá! Clica AQUI

Meus livros…

Já faz um tempo queria fazer uma publicação com meus livros, falando sobre dados técnicos – edição, diagramação, ilustração… Assim, também poderia mostrar minha trajetória na escrita individual.

Nessa publicação, apresento os livros que escrevi, disponíveis em formato físico e digital.

Continuar lendo
Fuligem!

Fuligem!

Hoje à tarde os livros chegaram. É uma alegria imensa saber que foi concretizado mais um projeto de escrita. Uma história que começou aos poucos, pela organização do roteiro e personagens, e foi crescendo na construção textual. Quatro anos até … Continuar lendo

Fuligem, uma história policial para você!

CARDS TEXTO LIVRO 9

“Uma investigadora determinada, um jornalista à procura de respostas e um policial buscando redenção se envolvem em um crime não solucionado.

Nas ruas de Porto Alegre, a colisão de suas vidas movimenta os pratos da balança entre o bem e o mal, entre a verdade e a mentira, jogando-os em um redemoinho mortal.”

Fuligem é uma história policial e está em pré-venda pela Editora Caligo, no Catarse. Clica AQUI.

Se você gosta desse gênero, faz uma visita ao projeto. Dá uma olhada nas recompensas!

E não esquece de assistir ao booktrailer do livro. Clica AQUI. Depois, diga-me se gostou ou não.

Que tal apoiar essa campanha?

Se você gosta do gênero policial, esse livro está esperando por você no CATARSE.

Está saindo pela Editora Caligo. Vai lá! Dá uma olhadinha nas recompensas.

Fuligem – Romance Policial

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Meu romance policial está em pré-lançamento no CATARSE.

Está saindo pela Editora Caligo.

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Vai lá! Tem recompensas.

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As Necromantes

As Necromantes

Aideen nascera sob a lua da profecia. Ao tatear a última porção de sangue da taça, proferindo as palavras contidas no antigo livro de rituais e encantamentos, o calor percorreu os dedos e lhe tomou o braço. O corpo ardeu … Continuar lendo

Ser ou não ser autor independente: eis a questão!

COLUNA ASAS - JANEIRO 2021 SER OU NÃO SER AUTOR INDEPENDENTE

“Cá estou eu, lendo alguns artigos quando me deparo com a frase: Esperar editora é utópico. O sujeito, autor da frase, é nada menos que Ryoki Inoue, escritor japonês de mais de 1100 títulos, dono da empresa Ryoki Inoue Produções, que abriu mão das editoras e partiu para a publicação de seus próprios livros.


Quem, em sã consciência, sendo escritor/escritora, não quer ser contratado por uma editora? “Boa pergunta, Evelyn”, vocês dirão. Pois é. (…)”

Na Coluna Asas #28, no blog da Editora Caligo, você lê meu artigo na íntegra. Vai, lá! Clica AQUI.

Em um Brasil fantástico, pouca fantasia se escreve?

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Por que em um país recheado de mitos e lendas a literatura não dialoga com eles? Por que há um preconceito resistente para com o nosso folclore, para com os nossos seres fantásticos? Por que escritores buscam em terras nórdicas, americanas, europeias, asiáticas, os roteiros para sagas e longas narrativas de ação?

Na Coluna Asas #20, no blog da Editora Caligo, você lê meu artigo na íntegra. Vai, lá! Clica AQUI.