Entre o sim e o não, o perigoso caminho do ego

COLUNA ASAS - FEVEREIRO 2021 ENTRE O SIM E O NÃO, O PERIGOSO CAMINHO DO EGO

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É natural e aceitável um autor escrever de forma a apresentar o lugar onde vive, deixar à mostra as expressões idiomáticas, retratando traços culturais de um grupo humano ou lugar. Isso, no meu entendimento, valoriza e enriquece a escrita. Eu, como leitora, gosto de conhecer os traços peculiares das falas de lugares onde nunca estive. E é inadmissível que, em um país enorme territorialmente, se valorize apenas narrativas de determinado lugar, ou se exclua do texto expressões próprias do lugar do autor. Avaliações valorativas ou depreciativas tendem a acontecer na crítica literária – sem querer levantar a treta e já levantando.

(…)”

Na Coluna Asas #33, no blog da Editora Caligo, você lê meu artigo na íntegra. Vai, lá! Clica AQUI.

5 pensamentos sobre “Entre o sim e o não, o perigoso caminho do ego

  1. Compreendo o que você diz, e concordo, mas ainda assim me questiono se isso não seria um preconceito da minha parte. Na escrita “ruim” de um jovem escritor aspirante não pode se esconder uma bela história? Enfim, como eu disse, não tenho respostas, são só perguntas… eu sou boa de perguntas, mas muito ruim em respostas! 😅 Um beijo!

    • O que me incomoda é a falta de humildade em reconhecer algumas estruturas ruins de fato. Procuro reescrever e avaliar o tempo todo e mesmo assim encontro em meus textos frases mal feitas, encontro arrogância em determinados posicionamentos e acredito que seja preciso maturidade para evoluir. Somos duas, então, carregadas de perguntas sem respostas. Beijo.

  2. Você levantou uma excelente questão, Evelyn! Confesso que não tenho uma resposta fechada pra ela. Às vezes vejo textos mal escritos e isso me desanima a continuar, mas então me lembro de Carolina Maria de Jesus, com seu diário cheio de “erros”; o quanto de preconceito realmente existe nas nossas “torcidas de nariz”? Sempre me.questiono isso.
    O que sei também é que já li livros péssimos muito bem escritos e me deixei envolver completamente por histórias embaladas em escritas muito menos refinadas. No fim, literatura, pra mim, é arrebatamento, logo, acho que vou continuar seguindo mais meu coração, que esse não se engana!
    Parabéns pelo texto corajoso e pertinente!

    • Giselle, Carolina Maria de Jesus está em outro contexto, entendo eu.
      Eu me refiro aos jovens escritores a pensar que poder ultrapassar normas sem conhecê-las. Saramago o fazia por conhecer demais os ritmos contidos na fala e as normas da escrita. E, sim, seguir o coração que não se engana.

    • Além do mais, quem tem resposta para essa questão como se não houvesse nuances? Acredito que fechar uma resposta é complicado. No entanto, sou uma pessoa que gosta de textos bem escritos. Tenho dificuldade em ler Saramago e outros escritores e escritoras, incluindo alguns imortais. E não por questões ligadas a erros de escrita, veja você. Enfim… Cada um sabe até onde vai na leitura de uma obra. Gratidão pela leitura e comentário!

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