Poema

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Moema construiu as paredesJanelas e portasUma torre rumo ao céuTrabalho minuciosoDe quem sabe amar A sereia na pedraAs conchas no portãoUma bandeira pra sinalizar Tudo em vãoÀ noite veioA onda bateuLevou o castelo para o mar Nota: #desafio #poemadeverão #brincadeira #palavrachave #castelodeareia

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O sol caolho espiae se espreguiça.Joga pra longea coberta de nuvense a praia se levanta silente. Eu caminho devagar,os pés molhados de mar. O cão brinca na areia,o siri volta pra água,as conchas resolvem ficar. Puxa a linha, pescador!É peixe. É peixe! Nota: … Continuar lendo

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Borboletas de mar,Jogadas na areia,A cantar as ondas,a cantar e amar. Borboletas de mar, Jogadas na areia, Convidam meus passos a navegar. Borboletas de mar,De asas em conchasDe verso e luar.Eu sou naveganteEm barquinho de sonhoNa beira da praiaNo amor … Continuar lendo

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GALERIA DE COISAS Indecifrável galeria de coisas,Em vãos e espelhos –Inexistente caminho do meio.Não há chave para portas,Nem cadeados e trancas. De reflexo em reflexo,Entre uma brecha e outra,Sou aquilo que me permeia,Sem norte, sem parelha. Observadora quieta de mimEu … Continuar lendo

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ESPELHO Catarina, CatarinaDesce a ladeira,dá sentido para a rimados bordões da Cochinchina.Não sofre, não, Catarina!Sou eu, aqui. O amor é um véuA preencher o breudo teu imenso céu.Meu amor é clichê, Catarina.Só teu, de mais ninguém.Só teu, minha menina. É … Continuar lendo

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Créditos da Imagem: Evelyn Postali

POEMA XI

Aqui me tens por completa,
Entre a lua e a estrada deserta,
Nas minhas folhas pendentes
Ao vento, debruçadas.
Desdobra tua mão e guia minha seiva.
Sou tão forte e pesada em teus passos!
Sou tua sombra no luar entrecortada
Pelas pedras, pelas ranhuras das taipas.
Sonho distante, amontoadas as palavras,
São histórias retorcidas nas raízes estendidas.
Quero a trilha mais brilhante,
Estrelada no horizonte.
Assim, me encontrarás perfeita,
Inclinada sobre o monte
Onde ainda há estrada.

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Poema IX Sendo tu quem tu és, indócil criatura,Aplaca a claridade que de ti vem e me machucaEntre o doce e o sal da tua pele,Na onda que bate e leva da areia à morte.Quero, das radiantes flores tuas,O perfume … Continuar lendo

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SANGRIA

(Evelyn Postali)

— Tudo marra, tudo berra —¹
Coleirinho mestiço, livre de amarras
E aprisionado em terra tupiniquim.
Tudo é bode, tudo pode,
Não há tratado, não há regalo,
É luta incansável, dia sim, dia sim.

— Tudo marra, tudo berra —
Se Getulino ou Barrabaz,
Do agreste ninho, grita em voz partida,
Nada finda, atroz sangria,
É ainda, ainda agora,
No presente, nesta vida sofrida.

Coleirinho agreste, da Costa da Mina,
De poesia solta e ácida,
A ecoar satírica e burlesca
Nas entranhas desta terra.

Ainda é cor-estigma, ainda é bode,
Mal de nascença, preso à gaiola.
Ainda dói, ainda grita, ainda canta
O fogo da liberdade, ainda berra.

— Tudo marra, tudo berra —
Quero os grilhões quebrados,
Almas livres, a dor extirpada.
Quero a gama de cores
Em céu alvissareiro, Luiz,
E a igualdade exaltada.

Nota:

Poema escrito para a cartilha em homenagem a LUIZ GAMA.

1 QUEM SOU EU? (A Bodarrada) – em: Primeiras Trovas Burlescas de Getulino, de Luís da Gama – LITERATURA BRASILEIRA – Textos literários em meio eletrônico.

LINK: AQUI

E por falar em imagem…

E por falar em imagem…

Essa é minha Arte para o Coletivo Confrontos (@coletivoconfrontos Instagram)Tema: Literatura.Escolhi o poeta Ferreira Gullar e um dos meus poemas preferidos: Cantiga Para Não Morrer Quando você for se embora,moça branca como a neve,me leve. Se acaso você não possame … Continuar lendo

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LOGRO (Evelyn Postali) Olhai, olhai!Elas se levantam,Em pontas ao céu erigidoAzuis e cinzas rígidos,De pampa e terra e cavalo.Olhai, olhai!Deste solo de minuanoA tocar uma canção funéreaDe corpo, de sangue,De pó, de bandeira e pialo. Erguei as lanças,Ó, lanceiros, erguei!Erguei … Continuar lendo

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SE(N/M)HORA Sou eu, aí, na pressa dos meus dias, No carro, no trabalho, na pia.Espremida,pressionada,contida no reverso do reflexo vazio. Eu, esposa que me enfeito.Eu, mãe que adormeço.Eu, mulher que desejo. Eu minto, eu sonho, eu me esqueço. Deixo-me ficar … Continuar lendo

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Veias Toda a vez que em ti me deito            e sempre que contigo amanheço,            encontro a perdição em teu desejoE minha armadilha em teu calar. Tuas veias arrastam-me em silêncio            e tuas mãos se entrelaçam em meu peito.Tua língua serpenteia em … Continuar lendo

Mó do Tempo, Pó da Alma e Onze Poemas

Mó do Tempo, Pó da Alma e Onze Poemas

Sempre penso na frase de Mário Quintana… “A poesia não se entrega a quem a define.” Por isso, eu não sei bem se são poemas. Escrevo quando meu sentimento não cabe em mim. Busco traduzir em palavras o que não … Continuar lendo

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Poema III Como tu encontraste o caminho de minha alma,estrada coroada de espinhos e paixões desastrosas,de dores raivosas e cor escarlate?De onde as folhas de plátano cobriram o fogo repentinoe a névoa da montanha cegou a mortalha de meu corpo,quando todos … Continuar lendo

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Pão e Osso

De olhar doce e atento,
observa o mundo que passa perto.
Já brincou, quem sabe não,
quem sabe é o tempo.
É preciso ser esperta.
Passa a vida ali, no sossego,
guardando os caminhos,
no relento.
Se ajeita como pode,
no abandono,
sem alvoroço.
Outro já foi seu dono,
carregado sabe como.
Contudo, não se queixa.
A vida é um pedaço de pão ou osso.


Lembrança de quem se foi (2013). Paquita, guardiã da casa da curva da estrada.

Pode ser uma imagem em preto e branco de cão

Cinquentenário do 20 de Novembro

Muito, muito feliz!
Meu poema, cujo título é LOGRO, foi selecionado no concurso 50 Poesias e Textos sobre o Cinquentenário do 20 de Novembro.
Ele vai integrar o livro “Cinquentenário do 20 de Novembro em Textos”. Esse concurso integra as comemorações pelos 50 anos da criação do Dia da Consciência Negra. O concurso selecionou poemas e outras formas de texto sobre a temática e questões relacionadas à data.
Nesse poema eu falo dos Lanceiros Negros e de sua história.