E por falar em imagem…

E por falar em imagem…

Backlight ou retroiluminação é a forma de iluminação em que a luz entra por traz de algum objeto. Não é uma fotografia muito simples de fazer. Apesar de oferecer muitos recursos, brincando com o contraste entre luz e sombra, e poder ter esse … Continuar lendo

Hoje não tem microconto…

Hoje não tem microconto…

Finestre – Occhi Della Fede (Janelas – Olhos da Fé) foi um projeto fotográfico de resgate, renovando os olhares para retomar a proximidade entre a história e os personagens com os quais ela dialoga; de preservação, a fim de sustentar … Continuar lendo

E Por Falar em Imagem…

E Por Falar em Imagem…

Mês passado, dia 3, publiquei aqui, no blog, um conto cujo título é A Árvore Que Emoldurava a Lua. E o que tem a ver o conto com aquilo que falarei sobre fotografia? Explico… O título desse conto está relacionado … Continuar lendo

E Por Falar em Imagem…

Fotografia é um dos meus interesses diários. Se não é na busca por informação sobre alguma técnica, é lendo algum artigo, ou fotografando alguma coisa próxima. Essa fotografia é de uma flor de suculenta (Haworthia fasciata), feita com a EFS 60mm.

Créditos da Imagem: Evelyn Postali

Para fotografar as flores não uso tripé, mas é aconselhável, para não tremer na hora de clicar. Muitos usam temporizador, marcando os segundos. O tripé é um acessório necessário. Quando eu fotografo a lua, por exemplo, vez ou outra eu uso o tripé, que ajuda bastante na manutenção do foco.

Macrofotografia é o registro dos pequenos detalhes, às vezes, imperceptíveis a olho nu. Segundo os teóricos: Uma foto considerada Macro é aquela onde o objeto é registrado no mínimo em seu tamanho real, em proporção de pelo menos 1:1 e até 10:1, ou seja, entre o tamanho real e aproximando 10x do tamanho real. Acima disso (10:1), a fotografia já é considerada Microfotografia. LINK AQUI

Macrofotografia é um dos meus interesses. E há fotógrafos fantásticos nessa linha fotográfica. Vou deixar aqui alguns nomes e você acessam para visualizar a beleza dos detalhes.

Emre Can Alagöz (@emrecanalagoz

Patty Hankins (@hankinspatty)

acio Philip (@macrofotografia)

Danny Perez (@dannyperezphotography

Can Tunçer (@can__tuncer

Joni Niemelä (@joniniemela

Alberto Ghizzi Panizza (@albertoghizzipanizza

Bill Chu (@imjustabill

Créditos da Imagem: Evelyn Postali
Créditos da Imagem: Evelyn Postali

Nessa publicação, as três imagens foram feitas com a lente citada no texto.

Hoje não tem microconto…

Hoje não tem microconto…

Uma paleta de cores é um conjunto de cores pré-determinadas, que vão guiar o artista na escolha das cores para compor suas pinturas. A paleta é um auxiliar do artista, porque o ajuda a definir quais as misturas e combinações … Continuar lendo

Hoje não tem microconto…

Soft pastel ou pastel seco é um dos materiais que realmente amo usar. É um giz que pode vir no formato de lápis ou barras ou sticks cilíndricos. Prático e fácil de ser esfumado, possui pigmento que pode manter sua cor original por até 100 anos ou mais (se você usar um fixador). E isso, por si só, já é maravilhoso.

Com ele, eu crio transições de cor delicadas. E essa transição de cor se dá de forma prática. As cores claras podem cobrir as escuras e vice-versa. Se eu mudar de ideia de cor no meio do caminho, com o pastel seco, não tenho problema, porque ele é versátil. Muito diferente da tinta acrílica, à óleo, da aquarela, ou do seu ‘irmão’ o pastel oleoso (o mais difícil de trabalhar, no meu entendimento).

Eu sei que ele é um dos materiais mais antigos que se usou em Arte, mas foi no Impressionismo que ele ganhou maior importância.

Costumo fazer paisagem com o pastel seco. É o que mais gosto de fazer, mas já trabalhei alguns retratos.

Hoje eu vou colocar, aqui, alguns trabalhos meus com esse material. Junto de cada imagem, segue a paleta de cores usadas. Dependendo do motivo a ser pintado, a paleta de cores aumenta ou diminui.

Nesse conjunto de imagens estão quatro paisagens e o retrato da Miya.

Pastéis macios são usados tanto para pintar quanto para desenhar. Depende do que você quer fazer. Eles também podem ser usados junto com outros materiais – guache, aquarela, tintas acrílicas e também a óleo, com carvão e tinta china (nanquim). Algumas dessas técnicas eu já testei e o resultado foi satisfatório.

Creio que o melhor conselho é sempre experimentar para saber qual é a que vai estar de acordo com o que você quer.

E é isso.

Se você leu até aqui, minha gratidão. Deixa um comentário para eu saber se você também faz desenho ou pintura. Quem sabe possamos trocar algumas ideias. Se você não desenha ou pinta, também meu agradecimento.

Abraços carinhosos!

Retrospectiva

Retrospectiva

2021 foi, sem dúvidas, muito mais controverso que 2021. Não vou me deter nos dissabores vividos. Quero, sim, tornar evidentes as realizações, especialmente na área de Literatura, onde entre exercícios de escrita e publicações consegui elevar os ânimos e afastar … Continuar lendo

Convite para leitura

Convite para leitura

Final de ano chegando e resolvi reforçar o convite à leitura de alguns textos escritos por mim para a Coluna Asas, da Caligo Editora. A oportunidade de escrever para a coluna surgiu através do grupo dAs Contistas, da qual faço … Continuar lendo

Sobre a vida…

SOBRE A VIDA

Sobre a vida? Não sei. Não há muito o que dizer. São muitas definições. Ela acontece em um intervalo entre o nascimento e a morte, e talvez até antes e depois. Mas não sabemos. Ela acontece entre um amor e outro, entre amanheceres e finais de tarde. Alguns ensolarados, outros tempestuosos. Um choro aqui, risos ali. Entre uma história ou outra para fazer dormir, ou nos pontos caprichosos de um crochê. Ela acontece independente de mim, de você, de quem quer que seja.
Porém, se eu for falar sobre a vida, que seja sobre amor. E se falar sobre o amor, que seja sobre pessoas. E se falar sobre pessoas que seja sobre pessoas especiais, sobre momentos eternos, sobre memórias indeléveis. Em mim, há espaços ocupados por figuras de grandes mulheres e a força passada por elas sustenta a minha própria força. Se é assim que acontece na vida, não sei, mas acontece comigo.
Das coisas mais ternas vividas por mim, está a presença dessa mulher, que completou 100 anos no domingo (21/11). Sua figura esguia e elegante da minha infância, hoje é miúda pela idade e pelo trabalho incessante de costura na juventude. Juventude que se encerrou nas cores de tecidos, linhas, agulhas; no movimento do pedal da máquina de costura, nos dias e noites de trabalho. Força feminina que mostra como o tempo se dobra quando nos voltamos para o cuidado com o outro. Insuperável é a imagem dessa mulher. Inquebrável é o amor e a admiração que nasce por ela a cada encontro.
Assim como as grandes e frondosas árvores, que sombreiam as margens de rios, ou abrigam bandos de pássaros, poetizando a grande e maravilhosa criação, ela se ergue em mim, como referência de vida. A essa mulher caberiam outras tantas palavras além das que escrevo agora, mas seria inútil; não conseguiriam conter todos os significados do meu sentimento e de sua própria existência em mim. Sou testemunha de um coração cheio de bondade.
A essa mulher, Gelcy, minha tia e segunda mãe, que costurou a vida em panos multicores, que tramou os fios em crochês de um tempo difícil, a minha gratidão e homenagem.

Dia Nacional do Livro

Não fosse pela falta de comida, não fosse pela falta de trabalho, não fosse pela falta de salário digno, não fosse pela falta de escola, não fosse pela falta de água, não fosse pela falta de saúde, não fosse pela falta de saneamento básico, não fosse pela falta de conforto, não fosse pela falta de diversão, não fosse pela carência de tudo, livros seriam necessidade básica, feito o ar que respiramos todos os dias, a encher nossos pulmões de vida. Se ao menos vivêssemos e não somente sobrevivêssemos nessa economia avessa a qualquer tipo de igualdade social, esse dia não passasse tão alheio à maioria.

IV Prêmio ABERST de Literatura

Ontem, 2 de setembro foram anunciados os finalistas do IV Prêmio ABERST de Literatura.

Meu livro Fuligem conquistou mais uma etapa. Está entre os três a disputarem o prêmio na categoria Narrativa Longa de Ficção de Crime, Prêmio Rubem Fonseca.

Sinto-me muito feliz por chegar até aqui.

Nessa manhã…

Créditos: Evelyn Postali

Nada posso dizer

Senão o que não me cabe

O que não me acaba

O que me consome.

Destino.

Nada posso lembrar

Senão o que me alimenta

O que agarra minha alma

O que supera o meu tempo.

Liberdade.

Nada posso dizer

Além daquilo que assimilo

Dos limites que ultrapasso

Da vida ainda insistente.

Nessa manhã de setembro

Respiro.

———

Fino, estranho, inacabado, é sempre o destino da gente – João Guimarães Rosa

Aniversário!

Hoje, esse espaço completa 9 anos de existência. Muitas coisas já aconteceram em minha trajetória de escrita. Muitos contos, livros, poemas, textos… Esse espaço é um pedaço daquilo que sou como pessoa, porque seria impossível separar o que eu sou, a minha vivência, o meu entendimento de mundo, das coisas que crio tanto em imagem quanto em escrita.

Essa publicação é para dizer da alegria que tenho em estar aqui e agradecer a cada um aos leitores presentes, que seguem, curtem, comentam e compartilham as publicações.

Gratidão!

O Holocausto é aqui

COLUNA ASAS - MAIO 2021 - O HOLOCAUSTO É AQUI 1  

(…)

“É estarrecedor o quão próxima de nossa realidade está essa fotografia específica. Quando digo que o título não é apenas peculiar – leitores interessados –, mas ardiloso e perspicaz é porque tenho em mente o momento atual no qual estamos vivendo. Ela nos remete ao livro, sim, não só como objeto de desejo, ou arma contra a ignorância, paixão pelas nuances do mundo ou pelo desassossego da sensibilidade, mas a imagem, penso eu, nos induz a refletir como o livro chega até nós, leitores interessados, nesse Brasil atual, tão controverso e avesso ao que nos é caro: cultura, educação, leitura. A imagem nos lança para perto de questões que nos falam de como tê-los nas mãos alude sentimento irretocável de posse de um universo peculiar e multifacetado; de como os livros, por sua natureza rebelde, contraventora, subversiva, nos fazem mergulhar em reflexões perigosas aos todo-poderosos atemorizados da revolução advinda do conhecimento.”

(…)

Texto meu para a Coluna Asas, da Caligo Editora. Para ler na íntegra, clica AQUI.

 

Créditos e links para as imagens:

Keen ReadersReaders choosing books which are still intact among the charred timbers of the  – Holland House library, London, 23rd October 1940. (Photo by Harrison/Fox Photos/Hulton Archive/Getty Images) https://www.gettyimages.com.br/detail/foto-jornal%C3%ADstica/readers-choosing-books-which-are-still-intact-among-foto-jornal%C3%ADstica/2672731

H. N. King (1896 photo), Edward Hands (2014 photo), Lobsterthermidor (compilation) – File:Holland House, 1896 by H. N. King, cropped and straightened.jpg and File:Holland Park 02.JPG

Das reflexões…

“Tudo que se passa no onde vivemos é em nós que se passa. Tudo que cessa no que vemos é em nós que cessa.”

Fernando Pessoa

Penso em mim, enquanto ser humano, enquanto mulher que escreve e desenha, como uma casa entulhada de coisas e silêncios, rostos, objetos, nomes, lugares, vazios enormes, luzes e escuridão, um amontoado de eventos, marcados nas paredes que se entrepõe entre um tempo e outro, entre o passado e o presente, formando um labirinto tantas vezes indecifrável, mutável, atravessado de ideias.

(…)

Na Coluna Asas #56, no blog da Editora Caligo, você lê meu artigo na íntegra. Vai, lá! Clica AQUI.

É uma guerra e estamos perdendo batalhas

COLUNA ASAS - MARÇO 2021 - É UMA GUERRA E ESTAMOS PERDENDO BATALHAS

“(…)

O que me desassossega, entristece e desacorçoa é o fato de o livro, como objeto físico ou digital, ter perdido a condição de necessidade básica nesse país, de não fazer parte da vida diária de uma parcela considerável da população brasileira, de não estar ao lado da cama, na mesa de cabeceira de muita gente. Livros, leitura, Literatura… Há um menosprezo (palavra forte, essa) por quem lê, pelo livro, por quem escreve, pela leitura, pelo conhecimento de forma generalizada. Há um desdém pela cultura também (tema para outro dia). O sujeito que lê tornou-se um “contraventor”, alguém que está na contramão da maioria, quase uma afronta para a atual “normalidade”; um cara chato, que fala palavras difíceis ou desconhecidas, que aponta erros gramaticais, cheio de associações de ideias. 

(…)”

Na Coluna Asas #47, no blog da Editora Caligo, você lê meu artigo na íntegra. Vai, lá! Clica AQUI