WordTober/InkTober – Uma parceria!

Desde 2018 participo de um desafio, o INKTOBER. Esse ano, soube que existe um WORDTOBER! Fantástico isso! Ideia maravilhosa de exercitar a escrita com palavras aleatórias, seguindo o InkTober.

A palavra do dia 8 é WATCH – assistir.

Apresento aqui, a parceria com o @pecruvinel. Confere os minicontos escritos clicando no nome e conheça outras publicações do autor e roteirista.


“WORDTOBER2021 • DIA 8 • ASSISTIR
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Hoje o conto é em parceria com a linda e talentosa @evelynpostali, que está participando do #inktober como ilustradora. Eu amei muito fazer esse trabalho com ela!
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O texto do wordtober de hoje foi publicado nas imagens desta postagem. Termine de rolar carrossel para descobrir como a história termina.
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O wordtober é um desafio de escrita (baseado no desafio de artes (#inktober) que convida a escrever algo baseado em uma palavra por dia durante todos os dias do mês de outubro. O perfil oficial do desafio é o @wordtober.br. A curadoria brasileira do WordTober desse ano é de @je_omega@poemasinstaveis e @athushenry. Esse desafio foi-me feito pela colega @massaepoesia, que também está participando.
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Este jovem escritor latino americano que vos fala decidiu fazer o mesmo, só que me auto desafiando a escrever 31 minicontos dentro do meu gênero favorito nesse mês. E, meu Paimon, como estou animado para mostrar o que venho preparando pra vocês! Outubro chegou, criaturinhas!”
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Histórias Fantásticas (2)

O Olho de Abadiy

“Contam os mais antigos que no coração da Montanha Azulada, no centro da Ilha de Dunya, existe um dragão. Seu nome é Abadiy.  Ele guarda a Eternidade. Controla o tempo e o que nele transcorre. Ele possui o poder de despertar o Fim. Por isso, dorme com um dos olhos abertos.

 O olho, de azul turquesa cintilante, é multifacetado e é a segurança da Vida. Cada pedaço cristalino da orbe é a alma de alguém e, cada uma delas é única e possui um único nome. O conjunto, compõe o Infinito e é protegido pela criatura.

Quando o olho de Abadiy fechar, tudo o que possuir uma alma, toda a criatura, todo o ser vivo, fará parte dele e dormirá para sempre.”

— Existe um mapa para se chegar até essa ilha, vovô?

— Muitos procuraram, mas em vão.

— Abadiy possui a minha alma?

— A sua, a minha, a de todos.

— Quando eu crescer dominarei esse dragão.

O avô cobriu de peles o pequeno Nakhob, resmungou um ‘vá dormir’ e levou com ele o Fogo. Do lado de fora da tenda, as estrelas pontilhavam o céu e as luas se alinhavam no horizonte.

A flor de Tul’la

Circe conhecia o poder das plantas e minerais de Althea. Guardava o conhecimento de Ganan em um livro, de páginas amareladas, dentro de um baú, escondido em seus aposentos. Mantinha-o longe das vistas de todos, especialmente do soberano que a acolhera na juventude por amor à sua mãe, Shadall. O livro continha receitas cuja leitura apenas podia ser feita à luz da luz minguante, uma vez por mês, e apenas ela decifrava as inscrições, conhecimento adquirido em tenra idade. Os chás e temperos de Circe complementavam apenas os pratos servidos ao soberano. Enquanto ele renovava-se e mantinha-se com saúde plena e corpo vigoroso, a corte envelhecia em tempo real, dando lugar a sucessores ambiciosos. Circe amava Ronnin, seu rei e protetor, por isso, os inimigos do rei tinham vida curta.

O veneno preparado por Circe vinha de Tul’la, uma flor branca, emergida dos lagos ao sul do castelo, perto do mar. Para ter o efeito desejado, era preciso colhê-la entre o pôr-do-sol e a lua cheia e recitar o verso do livro.

Tul’la blóm,
Milli sólar og tungls,
Milli dauða og lífs.
Snúðu nóttinni,
Snúðu deginum,
Látum réttlætið ná fram að ganga.

Nota:
Flor de Tul’la,
Entre o sol e a lua,
Entre a morte e a vida.
Vire a noite,
Vire o dia,
Que a justiça seja feita.

Créditos das imagens: Evelyn Postali

Coração Solitário – Miniconto

Coração Solitário – Miniconto

Elmut  participava das brincadeiras quando criança. Na convivência com os outros pequenos, costumava entregar-se ao riso e à fantasia. Inventava histórias, corria, e conquistava a simpatia de quem o tivesse por perto. Durante sua adolescência, atento aos ensinamentos dos alquimistas … Continuar lendo

Canções de Brincar, do livro de Raquel S. Beltrame (Processo Criativo – Arte e Literatura) por Evelyn Postali

No blog As Contistas desse mes, meu texto é sobre Canções de Brincar, livro de Raquel S. Beltrame. Nesse texto eu falo sobre o processo de criação das ilustrações para o livro e da importância do registro de obras populares como ponto de partida para educar para a diversidade que é esse país enorme chamado Brasil.

Para ler o texto, acesse AQUI.

Além do relato, você ainda tem acesso às páginas da autora e pode adquirir o livro.

Poema

COLAGEM

Ama, com fé e orgulho, a terra em que nasceste!
Criança! não verás nenhum país como este!
Olha que céu! que mar! que rios! que floresta!
A Natureza, aqui, perpetuamente em festa,
É um seio de mãe a transbordar carinhos.
Vê que vida há no chão! vê que vida há nos ninhos,
Que se balançam no ar, entre os ramos inquietos!
Vê que luz, que calor, que multidão de insetos!
Vê que grande extensão de matas, onde impera
Fecunda e luminosa, a eterna primavera!

Boa terra! jamais negou a quem trabalha
O pão que mata a fome, o teto que agasalha…

Quem com o seu suor a fecunda e umedece,
Vê pago o seu esforço, e é feliz, e enriquece!

Criança! não verás país nenhum como este:
Imita na grandeza a terra em que nasceste!

In: BILAC, Olavo. Poesias infantis. 18.ed. Rio de Janeiro: F. Alves, 195