Poema

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Retinas

Observadores silenciosos, os vitrais
Disfarçam-se em pontilhados coloridos,
Em alturas majestosas, ou círculos contidos,
Em arcos e pontas elevadas.

Não querem os campesinos
apontando suas rachaduras.
Não querem os citadinos
observando suas manchas.

Querem os viajantes desatentos,
a encantarem-se no mergulho
em tons quietos de passado e presente,
em cintilar etéreo a penetrar com a luz em suas retinas.

 

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Poema

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As Altas Janelas

São as altas janelas que não compreendemos.
Porque não há palavras.
Apenas a crença do vidro a subjugar a luz,
mas ela ultrapassa e abraça o espaço que é do homem, e também não é.
E por trás delas, e além,
apenas o céu e o ar azul.
E não há nada. Só o infinito.